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Tireoidite de Hashimoto: o que é, sintomas e tratamento

A tireoidite de Hashimoto — ou síndrome de Hashimoto — é uma doença crônica e autoimune, caracterizada pela ação de anticorpos do organismo que atacam as células da tireoide. Consequentemente, pessoas com a condição apresentam sintomas como fadiga, sonolência, fraqueza muscular, depressão e problemas de memória, entre outras.

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta que fica localizada no pescoço. Ela é responsável por produzir hormônios essenciais para muitas funções do organismo, como o metabolismo, o crescimento, a memória e a concentração.

Na tireoidite de Hashimoto, o sistema imunológico ataca erroneamente as células dessa glândula de maneira progressiva, o que faz com que ela fique inflamada e menos funcional. Por isso, a síndrome pode levar os pacientes ao desenvolvimento de hipotireoidismo, condição caracterizada pela baixa produção de hormônios da tireoide.

Quais são as causas da Síndrome de Hashimoto?

As causas exatas da tireoidite de Hashimoto ainda não estão totalmente esclarecidas. Porém, de acordo com a Mayo Clinic, alguns fatores podem estar relacionados à ação autoimune que leva à destruição das células da tireoide, como:

Fatores genéticos (histórico familiar);

Fatores ambientes, como infecções, estresse ou exposição à radiação;

Gravidez (mudanças na função imunológica podem ser um fator na doença de Hashimoto);

Ingestão excessiva de iodo.

Além disso, de acordo com o Manual MSD, a síndrome é mais comum em mulheres, sobretudo na meia-idade. Também é uma condição comum em pessoas com determinadas anomalias cromossômicas, como síndrome de Down, a síndrome de Turner e a síndrome de Klinefelter.

Sintomas da tireoidite de Hashimoto

Inicialmente, a tireoidite de Hashimoto pode não causar sintomas. Mas, por ser uma síndrome que progride lentamente ao longo dos anos, ela pode manifestar sinais típicos quando leva ao hipotireoidismo. De acordo com a Mayo Clinic, os principais sintomas da tireoidite de Hashimoto são:

Fadiga;

Lentidão;

Sonolência;

Fraqueza e dor muscular;

Dor e rigidez nas articulações;

Sensibilidade ao frio;

Prisão de ventre;

Pele seca;

Sangramento menstrual irregular ou excessivo;

Depressão;

Problemas de memória ou de concentração;

Inchaço na tireoide;

Queda de cabelo.

Como diagnosticar a tireoidite de Hashimoto?

O diagnóstico da tireoidite de Hashimoto pode ser feito através de exames da função da tireoide, como o TSH (hormônio estimulador da tireoide), cujos níveis elevados indicam hipotireoidismo, e T4 (tiroxina), que confirma os resultados de um teste de TSH quando seu nível está baixo.

Outro exame que pode ser utilizado no diagnóstico da síndrome de Hashimoto é o teste de anticorpos, que ajuda confirmar se a tireoidite é a causa por trás do hipotireoidismo. Segundo a Mayo Clinic, pacientes com a síndrome têm anticorpos contra a peroxidase da tireoide (TPO) no sangue.

Em alguns casos, pode ser solicitada, ainda, a ultrassonografia da tireoide, que ajuda a sinalizar a presença de nódulos na tireoide.

Tratamentos para tireoidite de Hashimoto

O tratamento da tireoidite de Hashimoto pode ser feito através da reposição hormonal feita com um hormônio sintético chamado levotiroxina. Esse hormônio produzirá um efeito semelhante ao hormônio T4 produzido naturalmente pela tireoide, ajudando a retomar as funções que a glândula exerce no organismo e, consequentemente, melhorando os sintomas da doença.

A dosagem da levotiroxina será indicada por um profissional de saúde especializado de acordo com características individuais, como peso, idade, produção atual da tireoide, entre outras condições médicas. Cerca de 6 a 10 semanas após o início da reposição hormonal, os níveis de TSH serão medidos para ajustar a dosagem conforme necessário.

Além disso, o paciente em tratamento da tireoidite de Hashimoto deve evitar o excesso de iodo em alimentos ou suplementos nutricionais.

Fonte: CNN Brasil

Foto: Yurii Yarema/GettyImages

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