Prefeito Glêdson Bezerra demite agente de trânsito envolvida em esquema de propina via Pix

Compartilhe:

 

Nesta terça-feira, 10 de março de 2026, a Prefeitura de Juazeiro do Norte oficializou a demissão da agente de trânsito Camila Rolim do Nascimento. A decisão, assinada pelo prefeito Glêdson Bezerra (Podemos) e publicada no Diário Oficial do Município (DOM), é o desfecho de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou denúncias de corrupção passiva no setor de trânsito da cidade.

Entenda o Caso

A investigação teve início há dois anos, após denúncias de que a servidora teria solicitado e recebido pagamentos através de Pix de condutores infratores. Em troca dos valores, a agente prometia realizar a retirada ou o cancelamento de multas de trânsito de forma irregular, utilizando-se de sua função pública para obter vantagem indevida.

O Processo Administrativo (PAD)

A Comissão Permanente de Sindicâncias e Processos Administrativos Disciplinares foi a responsável pela instrução do caso. Durante o rito, foram analisadas provas documentais e testemunhais que confirmaram a materialidade (a ocorrência do fato) e a autoria da infração por parte de Camila Rolim.

Em dezembro de 2025, a Procuradoria Geral do Município (PGM) emitiu um parecer jurídico validando todo o procedimento e opinando pela aplicação da penalidade máxima no serviço público: a demissão. O documento jurídico destacou que o comportamento da servidora feriu os princípios da moralidade e impessoalidade previstos na Constituição Federal.

Consequências para o Município

A demissão de uma servidora concursada reforça a postura da gestão atual de combate à corrupção e ao “jeitinho” no serviço público. “A manutenção da ordem e da confiança da população nas instituições de fiscalização, como o Demutran, depende da punição rigorosa de desvios éticos”, pontuam especialistas em administração pública.

Com a publicação no DOM, a agente perde o vínculo com o município e a vaga será ocupada conforme a necessidade e a disponibilidade de novos concursos ou chamamentos de suplentes. Até o momento, a defesa de Camila Rolim do Nascimento não se pronunciou oficialmente sobre a decisão final do Executivo.