Novo Salário Mínimo 2026: Valor de R$ 1.621 entra em vigor; veja o que muda no INSS, PIS e MEI

A partir de 1º de janeiro de 2026, o novo salário mínimo oficial do Brasil passa a ser de R$ 1.621. O valor representa um aumento nominal de 6,79% em relação ao piso de 2025 (R$ 1.518).

O reajuste segue a política de valorização permanente, combinando a inflação (INPC) de 4,18% com o crescimento do PIB de 2024, que garantiu um ganho real de 2,5% aos trabalhadores. Com a mudança, o valor da hora trabalhada sobe para R$ 7,37 e a diária para R$ 54,04.

 

Principais Impactos nos Benefícios Sociais
O novo piso nacional serve de base para diversos pagamentos do governo. Confira os principais:

Aposentados e Pensionistas do INSS: Quem recebe o piso terá o benefício ajustado automaticamente para R$ 1.621 a partir dos pagamentos de janeiro. Cerca de 70% dos beneficiários da Previdência estão atrelados ao mínimo.

BPC (Benefício de Prestação Continuada): Idosos e pessoas com deficiência passam a receber R$ 1.621. O critério de renda para acesso também mudou: agora a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 405,25.

PIS/Pasep 2026: O abono salarial terá o valor máximo de um salário mínimo para quem trabalhou os 12 meses do ano-base. Os pagamentos começam em 15 de fevereiro.

Seguro-Desemprego: Nenhuma parcela paga em 2026 poderá ser inferior a R$ 1.621.

Mudanças para o MEI e Contribuições
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) terão um novo valor na guia DAS a partir de 2026, já que a contribuição previdenciária é calculada sobre o mínimo:

MEI Geral: A contribuição ao INSS sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05.

MEI Caminhoneiro: O valor passa a ser de R$ 202,42 (podendo chegar a R$ 207,42 dependendo da carga).

Cadastro Único e Bolsa Família
O aumento do mínimo também altera o limite de entrada no CadÚnico. Agora, famílias com renda mensal de até R$ 810,50 por pessoa (meio salário mínimo) podem se inscrever para programas sociais. Vale ressaltar que, apesar da mudança no critério de renda, o valor do Bolsa Família não tem previsão de reajuste para 2026.

Impacto na Economia
Segundo o Dieese, esse reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo do ano. Para o governo, cada real de aumento no mínimo representa um custo extra de R$ 380,5 milhões para os cofres públicos.

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