Nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, o Brasil relembrou com emoção as três décadas desde o trágico acidente aéreo que vitimou os integrantes da banda Mamonas Assassinas. Para marcar a data, foi inaugurado o Memorial Mamonas Assassinas no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP), local onde os músicos foram originalmente sepultados. A iniciativa busca transformar o luto em uma experiência de preservação ambiental e memória digital.
De Cinzas a Árvores: O Conceito do BioParque
Diferente dos memoriais tradicionais, o projeto optou por uma abordagem sustentável e simbólica. Na última semana, os corpos dos cinco integrantes passaram por um processo de exumação e cremação. As cinzas foram depositadas em urnas biodegradáveis contendo sementes de jacarandá, que foram plantadas no recém-inaugurado Jardim BioParque Memorial.
Cada uma das cinco árvores representa um membro da banda:
Dinho (Vocal)
Bento Hinoto (Guitarra)
Samuel Reoli (Baixo)
Sérgio Reoli (Bateria)
Júlio Rasec (Teclados)
O uso do jacarandá, uma árvore nativa brasileira e de grande beleza, simboliza a vivacidade e a força da música produzida pelo quinteto de Guarulhos, que em pouco tempo de carreira conquistou o topo das paradas de sucesso nos anos 90.
Tecnologia e Interatividade para os Fãs
O memorial não será apenas um espaço de contemplação, mas também um centro de informações históricas. No futuro, cada jacarandá será acompanhado por um totem equipado com QR Code. Ao escanear o código com um smartphone, os visitantes serão direcionados a uma plataforma digital contendo:
Acervos de fotos raras;
Vídeos de apresentações icônicas;
Depoimentos de familiares e amigos;
Histórico detalhado da trajetória meteórica da banda.
A ideia é que o local funcione como um museu a céu aberto, facilitando o acesso à cultura e mantendo viva a biografia dos artistas para as novas gerações que não viveram o auge do grupo.
O Legado de 30 Anos
A morte dos Mamonas Assassinas em 2 de março de 1996, na Serra da Cantareira, interrompeu um dos maiores fenômenos da cultura pop brasileira. Com letras irreverentes e figurinos lúdicos, a banda rompeu barreiras geracionais. Trinta anos depois, o memorial em Guarulhos consolida o município como a “capital oficial” da memória do grupo, oferecendo um espaço digno para o fluxo constante de turistas e fãs que visitam a cidade anualmente.
A inauguração contou com a presença de familiares dos músicos, que destacaram a importância de ressignificar o local do sepultamento. “É uma forma de ver meu filho florescer novamente”, afirmou um dos familiares presentes. O espaço já está aberto para visitação pública, seguindo as normas do cemitério local.

