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Medicamento para asma reduz alergia alimentar grave, mostra estudo

Um medicamento para asma alérgica vendido há 20 anos reduziu significativamente as reações de alergia alimentar grave em crianças em um estudo feito por pesquisadores do Centro Infantil Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

O uso do omalizumabe, vendido sob a marca Xolair, poderia ser a solução para as pessoas com alergia grave ao amendoim, leite, ovo, caju, nozes, avelã e trigo, por exemplo.

Os resultados do estudo foram apresentados na conferência anual da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia, em Washington, e publicados no The New England Journal of Medicine nesse domingo (25/2).

A Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória dos Estados Unidos, aprovou o uso do medicamento no início de fevereiro para adultos e crianças com 1 ano ou mais para reduzir reações alérgicas que podem ocorrer devido a acidentes de exposição.

Tratamento contra alergia alimentar

O Xolair é um anticorpo monoclonal fabricado pela farmacêutica Novartis. Ele age bloqueando a imunoglobulina E (IgE) que é produzida pelo corpo humano e tem um papel fundamental na causa da asma alérgica.

O estudo incluiu 177 crianças e adolescentes com idades entre 1 e 17 anos e três adultos com até 55 anos. Todos eram alérgicos a amendoim e a pelo menos dois outros alimentos especificados no estudo (caju, leite, ovo, nozes, trigo ou avelã).

Para serem incluídos no estudo, os voluntários precisavam ter reação alérgica a menos de 100 miligramas da proteína de amendoim – equivalente a menos de meio amendoim – e a 300 miligramas ou menos de dois outros alimentos da lista.

Metade dos participantes recebeu injeções de Xolair a cada duas a quatro semanas durante 16 a 20 semanas, a depender do peso. Os demais receberam doses de placebo.

Ao final do tratamento, eles passaram por um teste de exposição aos alimentos. Dos 118 participantes que receberam o medicamento, 79 (67%) conseguiram consumir o equivalente a quatro amendoins sem sofrer reações alérgicas moderadas a graves, em comparação com apenas 7% dos pacientes do grupo placebo.

Aproximadamente 44% das pessoas tratadas com o medicamento conseguiram consumir o equivalente a 25 amendoins.

De acordo com o principal autor do estudo Robert Wood, as pessoas que usam o medicamento ainda precisarão evitar alimentos aos quais são alérgicas, mas podem se preocupar menos em consumir inadvertidamente pequenos pedaços deles.

De acordo com o principal autor do estudo Robert Wood, as pessoas que usam o medicamento ainda precisarão evitar alimentos aos quais são alérgicas, mas podem se preocupar menos em consumir inadvertidamente pequenos pedaços deles.

“Para muitos pacientes e familiares, isso fará uma grande diferença em suas vidas”, disse Wood.

Fonte: Metrópoles

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