O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União), se posicionou contra o fim da escala 6×1 e defendeu mudanças nas regras que regulamentam a jornada de trabalho no Brasil. A declaração ocorreu durante as discussões sobre a possibilidade de o Senado analisar, no segundo turno, a proposta que prevê alterações na atual organização da jornada semanal.
Mendes afirmou que, pessoalmente, defende que trabalhadores brasileiros tenham maior liberdade para definir suas jornadas. Como exemplo, citou os Estados Unidos e mencionou brasileiros que deixam o país para trabalhar no exterior e passam a cumprir jornadas de 10, 12, 14 e até 16 horas por dia.
Segundo o senador eleito, esses trabalhadores são remunerados de acordo com o trabalho realizado e, na avaliação apresentada por ele, podem alcançar melhores condições financeiras e qualidade de vida. A comparação foi utilizada para defender uma maior flexibilização das regras trabalhistas brasileiras.
Mendes também criticou a legislação nacional ao mencionar uma possível jornada de 11 horas diárias. Segundo ele, determinadas situações poderiam resultar em processos contra empregadores por trabalho escravo. O senador eleito classificou esse tipo de consequência como inadequada e questionou algumas das atuais limitações impostas pela legislação.
Na avaliação de Mauro Mendes, é necessário estabelecer uma relação considerada por ele mais equilibrada entre trabalho e capital, com maior possibilidade de negociação entre empregados e empregadores. Ele também afirmou que os trabalhadores possuem capacidade para decidir sobre suas próprias condições de trabalho.
Ao defender maior liberdade econômica, Mendes argumentou que a flexibilização de determinadas regras poderia contribuir para o aumento da produtividade e da renda dos trabalhadores. A posição do senador eleito ocorre em meio ao debate no Congresso Nacional sobre a escala 6×1 e sobre possíveis mudanças na jornada de trabalho no país.


