O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu integrantes de sua equipe política após o resultado do primeiro turno das eleições e determinou mudanças na estratégia para a disputa do segundo turno. A reunião ocorreu após cerca de meia hora de silêncio do presidente e contou com a participação de Janja, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet, Sidônio Palmeira e Edinho Silva.
Durante o encontro, Lula avaliou que a campanha precisa modificar sua estratégia de comunicação e ampliar o diálogo com determinados segmentos do eleitorado. Segundo o relato, o presidente afirmou que houve falhas na comunicação das ações realizadas pelo governo e que a campanha não conseguiu estabelecer um diálogo adequado principalmente com jovens e mulheres.
Na sequência, Lula pediu que Camilo Santana, ex ministro da Educação e senador eleito pelo Ceará, fosse localizado em Fortaleza. Camilo estava na capital cearense acompanhando as comemorações pela reeleição do governador Elmano de Freitas. Após ser acionado, ele foi convocado para integrar o núcleo da campanha presidencial no segundo turno.
A nova etapa da campanha deverá ser concentrada nos próximos 20 dias e terá ações nas ruas, nas redes sociais e nos debates. Lula também citou as campanhas de Elmano de Freitas, no Ceará, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Rafael Fonteles, no Piauí, como exemplos de estratégias que conseguiram estabelecer maior diálogo com o eleitorado jovem.
A campanha deverá passar por uma reorganização de sua estrutura de comando, com Camilo Santana assumindo posição de destaque. Também está prevista a convocação de deputados e senadores aliados que foram eleitos no primeiro turno para ampliar a mobilização política durante a segunda etapa da eleição.
Lula ainda pretende ampliar o diálogo com representantes dos principais veículos de comunicação. Segundo o relato, o presidente deverá procurar os controladores de grandes grupos de mídia para apresentar sua avaliação sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro e o cenário eleitoral do segundo turno.
A mudança de estratégia ocorre após a definição da disputa presidencial em segundo turno e diante da necessidade de ampliar a votação entre segmentos considerados decisivos para o resultado final da eleição.

