Influenciadora debocha de seguidora que perdeu R$ 3 mil em apostas ilegais no “jogo do tigrinho”

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Um relatório da Polícia Civil do Ceará (PC-CE) revelou detalhes alarmantes sobre o envolvimento de influenciadores digitais na promoção de cassinos online ilegais, como o popular “jogo do tigrinho”. Entre os principais nomes investigados está a influenciadora Victoria Haparecida de Oliveira Roza, acusada de ter debochado do desespero de uma seguidora que perdeu R$ 3 mil em apostas.

Segundo a polícia, o caso foi registrado durante as investigações de um esquema de promoção ilegal de plataformas de apostas, que envolvia a manipulação de conteúdo para enganar seguidores nas redes sociais. No inquérito, consta a transcrição de um áudio em que Victoria compartilha a situação de uma seguidora com outros dois influenciadores também investigados — Milena Peixoto Sampaio e Janisson Moura Santos.

No áudio, Victoria relata de forma irônica a mensagem recebida da seguidora, que teria pedido ajuda para parar de jogar após acumular uma dívida de R$ 3 mil:
“Ela me dizendo que estava viciada em jogo e que tinha uma conta de 3 mil reais pra pagar segunda-feira. Que queria um conselho pra parar de jogar porque o marido dela não sabia. […] Ah, meu Deus, ela fez um escândalo”, disse.

Esquema usava ganhos falsos para atrair apostadores

As investigações apontam que os influenciadores utilizavam contas de demonstração com ganhos simulados para induzir seguidores a entrarem nas plataformas ilegais. A estratégia incluía vídeos de ganhos irreais e promessas de lucros fáceis, o que levou muitas pessoas a perderem grandes quantias de dinheiro.

Somente Victoria teria movimentado cerca de R$ 3 milhões em dois anos com a promoção dessas plataformas.

Outros indiciados pela Polícia Civil

Além de Victoria, Milena e Janisson, também foram indiciados:

Maria Gabriela Casimiro da Silva Fernandes

Inessa Karla Nogueira

Paloma Silva Costa

Tássia Avelina Franklin Leandro

Darley Felipe Santos Dias

Wellington Lima de Alencar

Walysson Lima de Alencar

A Polícia Civil afirma que há provas suficientes de que os investigados tinham consciência do prejuízo causado aos seguidores. O caso segue em andamento e pode gerar ações criminais por estelionato, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular.

Autoridades alertam para os riscos das apostas ilegais

A PC-CE reforça que a participação em apostas não regulamentadas no Brasil é considerada ilegal. Os usuários dessas plataformas não têm nenhuma garantia de retorno financeiro ou segurança de dados. Além disso, influenciadores que promovem esse tipo de conteúdo podem ser responsabilizados judicialmente.