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Cagece investe R$ 97 milhões em obra de melhoria do esgotamento sanitário da Beira Mar

A Cagece iniciou a recuperação de cerca de 2,4 km de um dos equipamentos de esgoto mais importantes de Fortaleza, o Interceptor Leste, responsável por transportar os efluentes coletados para a Estação de Pré-Condicionamento de Esgoto (EPC).

A Cagece iniciou a recuperação de cerca de 2,4 km de um dos equipamentos de esgoto mais importantes de Fortaleza, o Interceptor Leste, responsável por transportar os efluentes coletados para a Estação de Pré-Condicionamento de Esgoto (EPC). Além disso, a execução prevê também a recuperação de 30 poços de visita, que equivalem a 31,31% do interceptor. Cerca de R$ 97 milhões serão investidos na obra.

A obra tem como objetivo a reabilitação estrutural de tubulações de 1000 e 1500 milímetros, que operam há mais de 40 anos na cidade. O serviço, realizado por meio de um método não destrutivo, consiste na “construção” de um novo tubo no interior de uma tubulação já existente, feito sob medida para aquela área. Por meio da “inserção de uma manta de fibra de poliéster ou vinil, a nova tubulação vai sendo moldada, com melhores propriedades estruturais, eliminando possíveis pontos de vazamento e corrosão, conservando a superfície lisa para o fluxo do esgoto.

Além disso, o novo material instalado possui maior vida útil e é mais resistente aos gases de esgoto. Isso significa redução da ação dos gases tóxicos e agressivos do próprio esgotamento, que ocasionam corrosão, e consequentemente, extravasamentos nas vias.

De acordo com o gerente de obras da Capital e Região Metropolitana, Celso Lira, a obra consiste na reabilitação do interceptor leste. O equipamento possui mais de 40 anos de atividades e necessita de melhorias no sentido estrutural. “O desgaste provocado pelos gases provenientes do esgoto, ao longo desse período, comprometeu a sustentação efetiva da tubulação e a companhia precisa reabilitar operacionalmente o tubo. Para isso, a Cagece buscou métodos não destrutivos, de modo a não impactar o fluxo de veículos no local, além de ser sustentável ambientalmente, uma vez que não necessita de demolição de asfalto, reposição de vala e aterro”, informou.

Com uma previsão de conclusão de 24 meses, dentre as etapas do serviço estão a limpeza dos tubos atuais com equipamento de hidrojateamento por pressão, a inspeção dos mesmos por circuito fechado de televisão, a instalação do revestimento  e, por fim, a recuperação dos poços de visita.

Menos escavações e intervenções de trânsito

Cabe destacar que o método não destrutivo é uma alternativa de obra utilizada para reduzir escavações no solo. Essa tecnologia possibilita a recuperação ou aplicação de tubulações com o auxílio de equipamentos de última geração, sem necessidade de retirada de pavimento ou grandes intervenções de trânsito, uma vez que todas as intervenções ocorrerão no turno da noite. A Cagece também instalará isolamentos para garantir a segurança dos pedestres que transitarem pelo local. Toda a execução da obra estará integrada ao paisagismo local.

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