Não houve morte de criança ou adolescente por causa de vacina, diz Saúde

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O Ministério da Saúde investigou 38 mortes notificadas por estados e municípios e descartou que alguma delas ocorreu por causa de vacina contra o coronavírus

Passados dez meses do início da vacinação contra a Covid-19 da faixa etária abaixo de 18 anos no Brasil, nenhuma criança ou adolescente morreu em decorrência de efeito adverso de qualquer imunizante. A informação consta no boletim epidemiológico especial do Ministério da Saúde, divulgado na última terça-feira (26).

A eficácia das vacinas contra Covid-19 foram fortemente questionada pelo presidente Jair Bolsonaro e apoiadores. Eles inclusive falaram sobre os riscos dos imunizantes às crianças e adolecentes, citando mortes, sem apresentar qualquer prova.

O Ministério da Saúde investigou 38 mortes notificadas por estados e municípios e descartou que alguma delas ocorreu por causa de vacina contra o coronavírus.

Desde o início da vacinação liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 11 de junho de 2021, com o imunizante da Pfizer para a faixa etária de 12 a 17 anos, o ministério recebeu a notificação de 3.463 casos de eventos adversos na faixa etária abaixo de 18 anos.

Destes, 419 (12,1% do total) foram graves e 38 resultaram em morte, segundo classificação das vigilâncias epidemiológicas municipais e estaduais.

Os casos foram analisados com base no sistema de informação e-SUS Notifica, onde há um módulo para que vigilâncias epidemiológicas municipais e estaduais comuniquem casos de eventos adversos. Com base nessas informações, todos os casos de óbito são investigados para comprovar ou descartar que a vacina está ligada à causa da morte.

A média de idade dos óbitos informados pelas vigilâncias foi de 13 anos e teve a mesma proporção entre os sexos. O intervalo de tempo entre a vacinação e o início do evento adverso é de, em média, 30 dias.

O que chama atenção no documento, é que alguns dos óbitos notificados nem sequer estavam no intervalo possível entre a aplicação da dose e o óbito.

“Quatro eventos ocorreram com mais de 30 dias após a vacinação, evidenciando uma relação temporal inconsistente de acordo com a classificação de evento adverso”, aponta o boletim.

Do total de comunicados de eventos adversos feitos ao ministério, 38 (ou 1,1%) terminaram em morte, sendo 36 casos relacionados à vacina Pfizer e dois, à CoronaVac.

Depois da investigação dos casos, os 38 óbitos notificados foram avaliados e classificados como:

Reações coincidentes ou inconsistentes: 23;

Inclassificáveis devido à necessidade de informações: 13;

Dados conflitantes em relação à causalidade: 2.

“Até o momento, não há registro de evento adverso com desfecho óbito na faixa etária de cinco a menores de 18 anos com relação causal com as vacinas utilizadas confirmada”, informa o Boletim especial do Ministério da Saúde.

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