Morre em Juazeiro a comerciante do ramo de calçados Antonia Tenório.

Cariri Juazeiro do Norte Notícias

A comerciante Antonia Tenório de Oliveira morreu por volta das 18h30min desta sexta-feira num dos leitos de UTI do Hospital Padre Cícero em Juazeiro do Norte, onde estava internada desde terça-feira. Ela tinha 82 anos e faleceu em virtude de complicações cardíacas dois meses e três semanas após a morte do seu filho, Geneflides Tenório, que era dono da rede de lojas Ceará Magazine, cujo fato a deixou bastante debilitada.

Dona Toinha – como era conhecida – nasceu no dia 15 de abril de 1939 na zona rural de Altaneira e residia na Rua Santa Luzia em Juazeiro. O velório acontece no centro Anjo da Guarda com sepultamento no Cemitério do Socorro em data e hora a serem definidas. A mesma possuía uma loja de calçados na Rua São Luiz ao lado do portão principal do Centro de Cultura Popular Mestre Noza.

Antes de se estabelecer, foi vendedora ambulante nas feiras livres de Crato e Barbalha numa luta imensa para ajudar no orçamento doméstico e manter os nove filhos que teve com o saudoso agricultor, e também comerciante, Francisco Cândido de Oliveira, o “Chico Cândido”. Mulher extremamente católica, foi um verdadeiro exemplo de doação ao trabalho e amor aos filhos.

Dois deles já tinham morrido no caso o artista plástico e funcionário público municipal, Fidel Castro Tenório, e o taxista em Petrolina (PE), José Nilton Tenório. O primeiro nasceu no Distrito de Aratama na zona rural de Assaré após o primogênito Adocílio Cândido Tenório, que é oficial da Marinha no Rio de Janeiro.

Anos depois, o casal passou a residir em Juazeiro onde nasceram mais sete filhos. Desses, estão vivos o profissional da imprensa Demontier Tenório; o comerciário Wágner Tenório; as comerciantes Edna e Vânia e mais o Cabo da Marinha na Capitania dos Portos em Juazeiro (BA), Hesron Tenório. Mãe extremamente protetora chorava com os infortúnios de cada um e comemorava com euforia as vitórias. Além disso, agregadora e apaixonada por sua prole que ensinou a rezar o terço todas as noites em nome da proteção divina. Mulher afeita ao diálogo deixa ainda uma verdadeira legião de bons amigos conquistados ao longo dos tempos”

Miseria

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