Golpistas clonam CPF e deixam um bebê de 7 meses com o nome sujo.

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Isabel Pontes, residente de Águas Lindas de Goiás, município localizado na região do entorno do DF, decidiu abrir uma poupança para sua filha, então com 7 meses, em janeiro de 2015. Na verdade, ela havia levado sua bebê para criar um CPF justamente com esse propósito.

No entanto, quando Isabel foi ao banco para abrir uma conta-poupança para a filha, com a intenção de economizar para uma futura faculdade, o gerente a informou que o CPF da bebê estava restrito e que deveria procurar um cartório para verificar a situação.

No cartório, a mãe descobriu que sua bebê de 7 meses tinha uma dívida – protestada – de R$ 435, constituída havia 2 anos, inscrita em seu nome. A certidão da dívida apontava um homem, que possuía o mesmo CPF, como o devedor. Isabel procurou pelo sujeito, mas nunca o encontrou.

Após ir a diversos cartórios e comparecer à Receita Federal quatro vezes, Isabel percebeu que não havia como limpar o nome da filha pelo meio administrativo. Além disso, não tinha como pagar a dívida. Então, foi orientada a ajuizar uma ação contra o banco.

Depois de uma longa batalha judicial, que durou quase 5 anos, o advogado de Isabel, Paulino Silva, afirmou que o CPF da criança, agora com 6 anos, está desimpedido, sem qualquer dívida inscrita em seu nome.

Segundo o site R7, mais de 65 mil menores de idade estão registrados como sócios de empresas, o que, embora não seja ilegal, está muitas vezes relacionado ao golpe da clonagem do CPF. “Ela teve sorte de não terem aberto uma empresa no nome dela”, afirmaram em reportagem.

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