Fiocruz distribui primeiros testes para varíola dos macacos no Brasil

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) produziu, em uma semana, controles positivos para auxiliar no diagnóstico seguro do vírus da varíola dos macacos. Até o momento, o Brasil tem um caso confirmado da doença, de um paciente de São Paulo que esteve na Espanha. Outros sete são investigados.

Os primeiros reagentes foram entregues à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para serem distribuídos em, ao menos, 20 países, e outro lote foi levado para quatro laboratórios de referência no Brasil – incluindo a Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.

A produção feita em tempo recorde aconteceu no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). O material é destinado ao uso somente em pesquisa, sob responsabilidade dos laboratórios brasileiros e latino-americanos de referência para controle do vírus.

Sintomas mais comuns aparecem de seis a 13 dias após a exposição
A varíola dos macacos faz parte da família de vírus da varíola, mas normalmente é uma condição muito mais leve, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).

Os sintomas mais comuns aparecem dentro de seis a 13 dias após a exposição, mas podem levar até três semanas. As pessoas que adoecem geralmente apresentam febre, dor de cabeça, dor nas costas e nos músculos, inchaço dos gânglios linfáticos e exaustão geral.

Cerca de um a três dias após a febre, a maioria das pessoas também desenvolve uma erupção cutânea dolorosa característica dos poxvírus. Começa com marcas vermelhas planas que se tornam elevadas e cheias de pus ao longo de cinco a sete dias. A erupção pode começar no rosto, nas mãos, nos pés, no interior da boca ou nos órgãos genitais do paciente e progredir para o resto do corpo.

(Com Folhapress)

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