Esposa de atirador diz que marido gritou ‘Bolsonaro mito’ em festa de petista, mas nega motivação política

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“O que motivou ele a voltar lá foi essa agressão, que ele se sentiu agredido, né, que ele se sentiu ameaçado, a família ameaçada. Então, por ele ter voltado lá, não tem nada a ver com Lula, não tem nada a ver com o Bolsonaro. A minha família, meu padrasto, minha mãe, eles votaram no Lula, entendeu? Nós conhecemos várias pessoas de outras famílias, nós fazemos churrasco”, afirmou a esposa.

Ela afirma que no carro tocava uma música que Guaranho sempre ouvia e que dizia “O mito chegou e o Brasil acordou”. Segundo a esposa, ao ouvir o som, os participantes do aniversário teriam se incomodado e teriam começado a gritar.

Foi quando Guaranho, segundo ela, fez o retorno com o carro e gritou: “Bolsonaro mito!”.

“Quando ele falou Bolsonaro Mito, a pessoa que estava lá dentro, que creio eu que era aniversariante, pegou terra e pedras e tacou no nosso carro”, afirmou a esposa.

Então, de acordo com ela, participantes da festa teriam dito que havia policiais ali e que era para Guaranho ir embora. O marido teria respondido que também era policial.

“Nesse momento eu me senti ameaçada, porque, ambos policiais, e aquela discussão acalorada. Eu abri a porta e implorei pelo meu filho; ‘Por favor moço, tô com meu bebê aqui, tô com meu filho aqui!’ Ai meu esposo acelerou o carro e foi…”.

Porém, o marido retornou à associação e disparou contra o tesoureiro do PT. Arruda, que era guarda municipal e também estava armado, reagiu e baleou Guaranho. O policial penal federal está internado em estado grave.

G1

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