Secretaria da Saúde recomenda retomada escalonada de cirurgias eletivas no Ceará

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As cirurgias eletivas poderão ser retomadas, de forma responsável e escalonada no Ceará, já em julho de 2021, após cinco meses suspensas por consequência da pressão assistencial crítica durante a segunda onda da pandemia de Covid-19 no Estado. Para tomar a decisão, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) considera o monitoramento dos números da doença, que mostra cenário favorável, com queda de casos, internações e óbitos desde o fim de junho em todas as regiões cearenses, possibilitando o retorno gradual dos procedimentos.

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A retomada das cirurgias eletivas contempla hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e unidades de saúde públicas e privadas no Ceará, beneficiando milhares de usuários do sistema público de saúde. O plano para o retorno escalonado dos procedimentos foi pactuado entre o Estado e os municípios na última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizada na sexta-feira (9).
Os detalhes estão divulgados em nota técnica. Está sendo definido o cronograma específico, mas a previsão é de que as intervenções já possam ocorrer na segunda quinzena de julho.
“Estamos implantando um novo programa de cirurgias eletivas no Ceará. Isso se deve à melhora dos dados epidemiológicos e assistenciais da Covid-19 e à necessidade de ampliar essa nossa capacidade de atendimento.

É muito importante saber que vamos obedecer aos critérios de prioridades e de tempo de agendamento e marcação das cirurgias. Vamos utilizar a estrutura que ampliamos durante a pandemia, nos hospitais das cinco regiões de Saúde, para realizar o maior número de procedimentos. Nossa meta é zerar a fila, não ter ninguém aguardando cirurgia eletiva no Estado”, explica o secretário da Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr. Cabeto).

“Retomamos de forma monitorada, nas unidades da Sesa, alguns procedimentos e estamos estendendo o retorno para os municípios e hospitais ou clínicas privadas. Tudo tem que ser realizado de forma responsável, sendo necessário reabrir ambulatórios, criar fluxos seguros de triagem dos pacientes e seleção dos profissionais de forma a assegurar a proteção quanto à Covid-19 e ainda fazer a articulação com a regulação estadual. A segunda onda da pandemia foi muito pior que a primeira, por isso devemos ser bem criteriosos para esse novo momento”, destaca Cláudia Regina Fernandes, assessora da Secretaria Executiva de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional (Seade) da Sesa.

Para Emídio Teixeira, diretor-geral do Hospital Estadual Leonardo da Vinci (Helv), unidade referência no atendimento a casos de Covid-19, foram levados em consideração dados do cenário epidemiológico no Estado para a decisão. “A curva de casos vem caindo. Então, a Secretaria, que vem acompanhando o andamento da pandemia, se sente mais segura de dar essa retomada. A população tem se vacinado, a taxa de transmissão tem diminuído, assim como a necessidade de pacientes que precisam de internação. As unidades estão começando a voltar para sua realidade normal, dentro do perfil de cada hospital”, ressalta.

Agendamentos

A Sesa recomenda às unidades a criação de uma Comissão de priorização da agenda cirúrgica para o momento da pandemia. A composição desse grupo deve ser adaptada às características do serviço, mas sugere-se minimamente a participação do diretor técnico do serviço de saúde, cirurgiões, anestesistas, infectologistas e enfermeiros, além da equipe diretiva do serviço de saúde.

Cuidados com a Covid

As instituições de saúde deverão criar protocolos próprios com base nas recomendações científicas mais atualizadas acerca das práticas de prevenção e controle da transmissão do coronavírus (SARS-Cov-2). Esses protocolos devem estar disponíveis para avaliação da Vigilância Sanitária. Além disso, todos os membros da equipe da sala cirúrgica devem usar equipamentos de proteção individual (EPI’s) e respeitar escala de trabalho que evite aglomeração.
Para os serviços de saúde que possuam recursos disponíveis, recomenda-se realizar a triagem pré-operatória dos pacientes com RT-PCR em tempo real, visto que a realização de cirurgias em pacientes positivos com Covid-19 aumenta muito o risco de complicações pós-operatórias. A data de coleta do RT-PCR deve considerar condições locais de suporte e velocidade do laboratório.

Vacina e cirurgia

Não há registros na literatura científica quanto à necessidade de intervalos entre a vacinação para Covid-19 e a realização de cirurgias. Porém, sugere-se aguardar pelo menos sete dias entre a vacinação e o procedimento cirúrgico, a fim de evitar confusão quanto às possíveis reações à vacina ou as complicações cirúrgicas, caso surjam sintomas clínicos no paciente.

Foto: HRSC/Divulgação 

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Fonte: Governo do Ceará

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