Sonda da Nasa chega à maior lua de Júpiter nesta segunda-feira (7)

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A maior lua do sistema solar terá seu primeiro registro em mais de 20 anos nesta segunda-feira (7). A missão Juno, da Nasa, tem observado Júpiter e suas luas desde julho de 2016. Agora, no entanto, a sonda chegará a 1.038 quilômetros da superfície de Ganimedes, a maior lua de Júpiter.

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Essa distância é a mais próxima que uma espaçonave já esteve da lua desde que a sonda Galileo conseguiu se aproximar, em maio de 2000. Com 5,2 quilômetros de diâmetro, esta lua é maior que o planeta Mercúrio e é a única lua no sistema solar com sua própria magnetosfera – uma região em forma de bolha que carrega partículas localizadas em torno do corpo celestial.

Câmeras a bordo da Juno devem capturar imagens de Ganimedes, enquanto outros instrumentos coletam dados que ajudarão os cientistas a aprender mais sobre a composição dessa lua, incluindo uma espécie de “casca de gelo” que circunda o satélite.

“Juno carrega um conjunto de instrumentos sensíveis capazes de ver Ganimedes de maneiras nunca antes possíveis”, disse Scott Bolton, do Southwest Research Institute, em San Antonio. 
“Ao voar tão perto, traremos a exploração de Ganimedes para o século 21, complementando futuras missões com nossos sensores exclusivos e ajudando a se preparar para a próxima geração de missões ao sistema Jovian, da Nasa e da ESA [Agência Espacial Europeia].”

Três câmeras filmarão a superfície de Ganimedes

Normalmente, a câmera de navegação da Unidade de Referência Estelar (SRU, na sigla em inglês) de Juno tem a tarefa de ajudar a manter o orbitador de Júpiter em curso, mas, durante o sobrevoo desta segunda-feira (7), ela terá uma função dupla. 

Junto com suas funções de navegação, a câmera – que é bem protegida contra radiação, que poderia afetá-la – reunirá informações sobre o ambiente de radiação de energia na região perto de Ganimedes, coletando um conjunto de imagens.

“As assinaturas da penetração de partículas de alta energia no ambiente de radiação extrema de Júpiter aparecem como pontos, rabiscos e listras nas imagens, semelhante à energia estática em uma tela de televisão. Extrairemos essas assinaturas de ruído induzido por radiação de imagens do SRU para obter diagnósticos dos níveis de radiação encontrados por Juno”, disse Heidi Becker, líder de monitoramento de radiação da Juno.

Enquanto isso, a câmera Advanced Stellar Compass, construída pela Universidade da Dinamarca, contará elétrons energéticos que penetram em sua blindagem com uma medição realizada a cada quarto de segundo – possibilitando a coleta de um grande número de informações.

A missão também contará com o gerador de imagens JunoCam.  Durante o sobrevoo de Ganimedes, a JunoCam irá coletar imagens em uma resolução melhor do que as já registradas nas últimas missões.

Os pesquisadores examinarão essas imagens coletadas por Juno, comparando-as com as de missões anteriores, procurando por mudanças nas características da superfície que podem ter ocorrido ao longo dos anos. 

Foto: Divulgação/Astrogeology Science Center

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Fonte: CNN Brasil

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