CRATO: Residentes atuantes na linha de frente não receberão vacina na primeira etapa

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Os residentes multiprofissionais em Saúde Coletiva da URCA não foram contemplados durante a primeira etapa de vacinação. Os mesmos atuam junto as equipes de Estratégia de Saúde da Família na linha de frente no combate a pandemia desde março de 2020 até o presente momento. Ao questionar o motivo do não recebimento da vacina junto com os demais profissionais de saúde do município, a gestão alega que inicialmente foram priorizados os profissionais concursados e contratados do município, para os residentes não há previsão de quando ocorrerá a vacinação.

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Dessa forma foi realizada uma carta protesto com todas as informações sobre os trabalhos que estão sendo desenvolvidos junto a Secretaria Municipal de Saúde do Crato ao longo da pandemia, na carta também foi expressa a indignação dos residentes ao serem excluídos da imunização tendo em vista que seus colegas de trabalho profissionais da Estratégia de Saúde da Família já estão sendo vacinados.

MANIFESTO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE RESIDENTES EM SAÚDE COLETIVA ATUANTES NO MUNICÍPIO DO CRATO

Nós, profissionais de saúde, Residentes em Saúde Coletiva pela Universidade Regional do Cariri – URCA, que temos como cenário de prática desde o dia 16 de março de 2020 a Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Crato, viemos por meio deste, manifestar nossa indignação com a não inclusão dos profissionais residentes na primeira etapa da primeira fase de vacinação contra a COVID-19, na qual estão inclusos os profissionais da ESF e nós não fomos contemplados, não fomos incluídos na contagem, sendo que somos cadastrados no CNES das ESFs e atuamos nelas como profissionais nos eixos de Vigilância em Saúde e Atenção Primária à Saúde.

Valendo-se ressaltar que existe um termo de compromisso entre o município e a URCA, e através da portaria nº 3.150 de 18 de dezembro de 2019 do Previne Brasil, o município tem a possibilidade de receber um incentivo financeiro para custeio de equipes de saúde integradas a programas de Residência em Área Profissional da Saúde.

Estamos desde o início da pandemia trabalhando em todas as ações de enfrentamento da ESF, muitas vezes estando a frente das mesmas e em contato direto com pacientes infectados, exemplo: elaboração de plano de contingência da disseminação do vírus na UBS, elaboração de plano operacional para estratificação de grau de vulnerabilidade familiar a COVID-19, participação na realização de testes rápidos, notificação e monitoramento dos casos suspeitos e positivos.

Então, nos indigna o fato de não sermos contabilizados como profissionais da ESF, pois estamos atuando nela, não nos esquivamos de nossas atividades e temos prestado serviço de qualidade, inclusive muito elogiado e reconhecido pelos pacientes das ESF às quais atuamos. Então por quais razões não fomos inclusos como profissionais das ESF se é nela que atuamos? Sabemos que as doses são poucas e que não dá para cobrir todos os profissionais da saúde, mas por que não desenvolver um esquema que pudesse nos incluir já que estamos na linha de frente? Não entendemos o fato de estar na linha de frente e na hora da vacinação os profissionais com quem trabalhamos lado a lado são contemplados e nós não.

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Assinam esse manifesto os Residentes (R1) em Saúde Coletiva atuantes no município do Crato.

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