Reino Unido aprova vacina contra a Covid-19 desenvolvida por Oxford e AstraZeneca

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O Reino Unido aprovou, nesta quarta-feira (30), a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca para uso na população. O país é o primeiro a conceder a aprovação.

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A previsão é de que as doses comecem a ser aplicadas na segunda (4) em grupos de risco, que serão prioritários.
Esta é a segunda vacina aprovada pelos britânicos; a primeira foi a da Pfizer/BioNTech, que já começou a ser aplicada em grupos com prioridade no Reino Unido. O país também foi o primeiro a aprovar a vacina.

Aprovação no Brasil

A coordenadora dos estudos da vacina de Oxford no Brasil disse que, com a aprovação no Reino Unido (veja vídeo abaixo), o uso emergencial da vacina já pode ser solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota, a Anvisa disse que o pedido de uso emergencial deverá ser feito pela Fiocruz, que é o laboratório nacional que irá produzir a vacina no país.
A presidente da Fiocruz disse que pretende finalizar os documentos do pedido até 15 de janeiro. A previsão de entrega das primeiras 1 milhão de doses é na semana de 8 a 12 de fevereiro.

Na terça-feira (29), o Ministério da Saúde havia anunciado que a previsão é começar a vacinação contra a Covid-19 no Brasil entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro, mas que é necessário o registro junto à Anvisa.

Mudança na aplicação

O Reino Unido também determinou uma mudança na forma de aplicação das vacinas: agora, a prioridade será aplicar a primeira dose de ambas as vacinas – tanto a de Oxford como a da Pfizer – no máximo de pessoas em grupos de risco.
Com isso, ao invés de dar as duas doses das vacinas com intervalo de 3 semanas, como era feito antes, todos receberão a segunda dose dentro de 12 semanas após a primeira, segundo comunicado oficial.

Segundo uma nova análise de dados, divulgada também nesta quarta, 70% das pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas 21 dias depois. Quando a segunda dose é aplicada 12 semanas depois da primeira, como prevê o governo britânico, esse número sobe para 80% das pessoas. O dado representa a eficácia da vacina.

A Pfizer e a BioNTech, entretanto, disseram que sua vacina não foi projetada para ser usada com 12 semanas de intervalo. Em um comunicado, as empresas disseram não haver evidências de que a primeira injeção continuou a funcionar por mais de três semanas.

“Os dados do estudo de fase 3 demonstraram que, embora a proteção parcial da vacina pareça começar 12 dias após a primeira dose, duas doses da vacina são necessárias para fornecer a proteção máxima contra a doença, de 95%. Não há dados que demonstrem que a proteção após a primeira dose é mantida após 21 dias”, afirmaram.

O governo britânico também não esclareceu qual será a quantidade da vacina de Oxford aplicada em cada dose. Isso é importante porque, durante os testes da vacina, os cientistas perceberam que as pessoas que receberam uma dose menor da vacina na primeira aplicação ficaram mais protegidas do que as que receberam uma dose maior na primeira injeção.
Os pesquisadores ainda não sabem por que isso aconteceu, mas disseram que ficaria a cargo dos órgãos regulatórios decidir qual primeira dose seria usada.

Entrega

Em entrevista à rádio da BBC nesta quarta, o diretor da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse que a farmacêutica poderia fornecer ao Reino Unido até 2 milhões de doses por semana – e começaria a enviar as primeiras “hoje ou amanhã”.

O Reino Unido já adquiriu 130 milhões de doses de vacina: 100 milhões de Oxford e 30 milhões da Pfizer. Ambas as vacinas precisam ser aplicadas em duas doses. A população do país é de cerca de 66 milhões de pessoas.
O secretário de Saúde britânico, Matt Hancock, disse que, eventualmente, todos os adultos receberão a vacina.

“Portanto, agora posso dizer com segurança que podemos vacinar todos, exceto, é claro, as crianças, porque essa vacina não foi testada em crianças e, de qualquer forma, as crianças têm muito menos probabilidade de apresentar sintomas da doença”, declarou Hancock, também nesta quarta.

O primeiro-ministro, Boris Johnson, comemorou a aprovação, no Twitter, como “uma notícia verdadeiramente fantástica – e um triunfo para a ciência britânica”.

“Vamos agora vacinar o maior número de pessoas o mais rápido possível”, escreveu.

A aprovação da vacina vem em meio ao surgimento de uma nova variante do novo coronavírus (Sars-CoV-2) na Inglaterra, que pode ser mais contagiosa do que as anteriores.
A aprovação da vacina de Oxford é considerada essencial porque ela pode ser mantida em temperaturas normais de refrigeração, de 2ºC a 8ºC. A da Pfizer, por outro lado, precisa ser armazenada a -70ºC, o que representa um problema de logística para muitos países – inclusive o Brasil.

Foto: Divulgação

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Fonte: Portal G1 O Globo

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