Celebração do Senhor do Bonfim em Icó tem bênção em formato ‘drive thru’ para evitar aglomeração

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Até o próximo dia 6 de janeiro, católicos de Icó celebram festa religiosa em louvor ao Senhor do Bonfim (Jesus Crucificado).

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 A pandemia do novo coronavírus mudou a programação do novenário, que é tradicional e ocorre há 271 anos: a bênção inicial dos fiéis ocorreu no formato ‘drive thru’, os bancos foram retirados do santuário para evitar aglomeração e a procissão no dia 1º que costumava reunir 20 mil pessoas, não terá a presença dos devotos.

A celebração das novenas ocorre de forma campal, ao lado do santuário do Senhor do Bonfim, no Largo do Théberge, centro histórico da cidade, tombado pelo Instituto do Patrimônio, Histórico, Artístico e Cultural (Iphan).  Uma réplica da imagem bicentenária está exposta em frente à igreja para veneração dos fiéis.

O frade carmelita, Cassiano Barbosa Rodrigues, reitor do santuário do Senhor do Bonfim de Icó, destacou a religiosidade da comunidade local e frisou que as celebrações serão de “forma simples, mas sem perder a mística espiritual, em local aberto e ventilado e todos com máscara”.

O religioso avaliou que, mediante a pandemia, “o povo tem fé em Senhor do Bonfim, que é o Cristo, que morreu na cruz por amor a nós, e a esperança de que a pandemia vai passar”.

Anualmente, a tradicional procissão com a imagem do Senhor do Bonfim, que acontece no fim da tarde do dia 1º de janeiro, irá percorrer ruas da cidade em um carro-andor. “As pessoas vão poder acompanhar a passagem da imagem de suas casas”, explicou. “Ninguém poderá se aproximar”.

Os fiéis que visitam o santuário acostumados com a grande festa religiosa lamentam, mas compreendem que medidas de segurança sanitárias são necessárias nesse momento.

O comerciante Franco Barreto disse que é preciso “ter consciência do momento em que estamos vivendo, aceitar as medidas preventivas para não aumentar o número de doentes e de mortes pela pandemia”.

História 

A imagem barroca de Senhor do Bonfim chegou a Icó há quase 300 anos, é o maior símbolo da religiosidade local. A festa, dedicada ao Senhor do Bonfim, é uma das mais antigas e tradicionais do Ceará.

 “A forte devoção é mantida ao longo do tempo pela fé dos católicos que se renova a cada ano e é transmitida entre as gerações”, pontuou o advogado e memorialista, Getúlio Oliveira.

Para Luan Sarmento, escritor e historiador, de acordo com a tradição, a imagem de Senhor do Bonfim só é retirada do altar no dia 1º de janeiro e recolocada no dia 6, quando ocorre o encerramento do festejo religioso, mas neste ano por conta de situação da pandemia, “a escultura em madeira de Jesus Crucificado já saiu do altar mor do santuário está na parte baixa para aproximação aos fiéis”.

De acordo com o IntegraSus da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), o município de Icó registra até este domingo (27), 8422 casos de Covid-19 e 43 óbitos pela doença desde o início da pandemia.

Foto: Wandenberg Belém

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Fonte: Diário do Nordeste

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