Três meses após incêndio, Casarão dos Fabricantes aguarda reforma

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Três meses após o incêndio que afetou as estruturas do Casarão do Fabricantes, no Centro de Fortaleza, o processo de tombamento do empreendimento continua parado. Segundo a Secretaria da Cultura, o motivo é a espera do laudo que será emitido pelos proprietários do imóvel.

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Sem previsão de quando as atividades voltam a funcionar no local, o representante dos proprietários afirma que a intenção é recuperar a estrutura e fazer do Casarão uma referência no polo de confecção da área.
O Casarão dos Fabricantes foi atingido por um incêndio de grandes proporções no dia 5 de setembro de 2020. O centro de compras, também conhecido como Palacete da Avenida Central, fica entre a Catedral Metropolitana de Fortaleza e o Mercado Central. O incidente deixou cerca de 160 comerciantes sem local para trabalhar.

O prédio é considerado uma das edificações mais antigas da Capital, levantado na primeira metade do século XIX, que encontrava-se tombado na modalidade provisória quando ocorreu o incêndio. Por tratar-se de um imóvel privado, a Secretaria da Cultura aguarda laudo detalhado dos danos sofridos pelo imóvel para dar prosseguimento ao processo de tombamento.

“Diante do ocorrido, a Secultfor realizou vistorias técnicas no Casarão, bem como articulação direta com o proprietário. Atualmente, um laudo está em construção, a ser emitido pelo proprietário com descrição detalhada de todos os danos do imóvel”, relata em nota.

O representante dos proprietários do imóvel, Ricardo Muller, alega que ainda não se tem um prazo de entrega desse documento ou do início de alguma reforma na propriedade. “No momento estamos elaborando o anteprojeto arquitetônico para então submetê-lo às autoridades municipais e obtermos autorização para iniciarmos os trabalhos recomendados no laudo técnico”.

Conforme a Defesa Civil de Fortaleza, e confirmado pela Secretaria de Cultura, o relatório técnico sobre o Casarão foi elaborado e entregue aos responsáveis pelo prédio ainda em setembro.

Após a entrega do laudo a Secultfor, a pauta será levada ao Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Histórico-Cultural de Fortaleza para decidir sobre a continuidade do processo de tombamento. Caso seja dado procedimento, o Conselho, junto à Coordenação do Patrimônio Histórico Cultural (CPHC), irá elaborar diretrizes específicas para o caso, “visando a manutenção das características originais e históricas do bem que resistiram ao ocorrido”, enfatiza a pasta.

Foto: José Leomar/ SVM

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Fonte: Portal G1 CE

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