MG: sobe para 19 o número de mortos em acidente de ônibus

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Com a morte de uma mulher de 56 anos, na noite de ontem, que estava internada no hospital Margarida, subiu para 19 o número de mortos no acidente de ônibus que ocorreu na tarde de sexta-feira (4) na BR-391, em João Monlevade, Minas Gerais.

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De acordo com o hospital Margarida, Maria Luiza de Oliveira estava internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva), mas não resistiu aos ferimentos. O corpo será levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte.

Uma outra vítima recebeu alta hospitalar. Outras oito permanecem internadas no hospital.
A perícia da Polícia Civil calculou que o ônibus teve duas colisões: uma na parte traseira, a 26 metros do viaduto de onde despencou, e outra frontal, a 34,5 metros.

A perícia aguarda resultado de análises para saber se houve alguma falha no veículo que tenha ocasionado o acidente. Uma sobrevivente do acidente afirmou que o motorista perdeu a frenagem, não fez nenhum alerta aos passageiros e largou a direção para pular do ônibus. Ainda não há informações sobre a velocidade em que o ônibus trafegava na rodovia.

O acidente

O veículo, que transportava 46 passageiros no momento da tragédia, saiu de Mata Grande (AL) e ia para São Paulo. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou que a empresa JS Turismo é a dona do ônibus e não tinha autorização para transportar passageiros.
Na manhã de ontem, a polícia divulgou a identidade de 13 das 19 vítimas. A lista, segundo a polícia, foi obtida por meio de levantamentos feitos pelos investigadores. Tavares declarou que não houve contato com a JS Turismo e que tudo o que se soube da empresa foi por meio da imprensa.

‘Rodovia da morte’

A BR 381 é conhecida como “rodovia da morte” pela quantidade de acidentes e mortes que ocorrem na área.
“É uma das rodovias que apresentam maiores números de óbitos em toda análise do contexto brasileiro, até por ser muito utilizada por todos os estados. Essa rodovia apresenta trechos com pista simples e com pontes e curvas perigosas. Todo trajeto da pista tem postura perigosa dos motoristas e acaba gerando muitos acidentes”, disse o porta-voz dos Bombeiros, em entrevista à CNN.
Já o chefe da comunicação da PRF-MG, Aristides Júnior, disse que apesar da fama da rodovia, o local onde houve a queda do ônibus não fica em uma área com histórico de acidentes: “Não se trata de ocorrência que ocorre com grande frequência no local”, afirmou à Globonews.
Procurado pelo UOL, o Ministério da Infraestrutura disse ter entregado, desde 2019, 49,7 quilômetros de pistas duplicadas na BR-381, além de obras, como pontes, viadutos, túneis e passarelas para travessia de pedestres. No entanto, a pasta não se pronunciou sobre uma data concreta para realização de obras no trecho em que ocorreu o acidente.

“O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) é responsável por 4 de um total de 11 lotes das obras de duplicação e melhoramentos na BR-381/MG, ao longo 303 quilômetros entre os municípios de Belo Horizonte (MG) e Governador Valadares (MG)”, afirmou a pasta em nota.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou em rede social estar “estarrecido” com o ocorrido e afirmou que todo o aparato do governo de Minas foi colocado à disposição das vítimas. Em entrevista à Globonews, ele chamou a BR-381 de “estrada da morte” e disse que ela deveria ter sido duplicada há pelo menos 30 anos.

Foto: Reprodução

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Fonte: UOL

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