Morre motorista de aplicativo que teve 95% do corpo queimado por criminosos durante assalto na Grande Fortaleza

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O motorista de aplicativo José Hilker Assunção de Sousa, de 28 anos, que teve 95% do corpo queimado por criminosos durante um assalto em Caucaia, na Grande Fortaleza, morreu na madrugada deste sábado (5), por volta das 4h30, no Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza. O motorista estava internado há 14 dias. A mulher do motorista, Gleycyane Araújo, confirmou a morte dele através de uma publicação em uma rede social.

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No dia 21 de novembro, José Hilker sofreu uma tentativa de homicídio durante um assalto na Rua Campo do Madureira, no Bairro Guajiru. Os suspeitos lesionaram a vítima com um objeto perfurocortante, atearam fogo nele e subtraíram o veículo.

Dois dias depois do crime, uma operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil apreendeu três adolescentes e prendeu uma mulher de 18 anos suspeitos suspeitos de envolvimento no caso. De acordo com a polícia, os dois adolescentes, com idades de 16 anos e 13 anos são irmãos e o outro, de 16 anos, é primo deles. Um simulacro de fuzil foi apreendido com os suspeitos.

Na sexta-feira (4), Gleycyane informou em sua conta no Instagram que o estado de saúde do marido havia piorado e pediu orações.

“Hoje estive pela manhã no hospital, tivemos uma pequena piora, por isso pedi orações dobradas mais Deus com sua infinita misericórdia está agindo, amanhã será um novo dia e teremos respostas positivas. Orem, continuem orando”, escreveu a mulher em um trecho da publicação.

A família de Hilker estava fazendo uma campanha nas redes sociais para que amigos e familiares pudessem colocar doações, já que o trabalho do motorista era quem sustentava a esposa e o filho de dois anos.

Veículo localizado

O veículo do motorista foi localizado pela polícia menos de 24 horas depois do crime, no Bairro Parque Santa Rosa, em Fortaleza.

Suspeitos capturados

Uma operação conjunta das Polícias Militar e Civil do Ceará, realizada três dias após o crime, resultou na apreensão de um trio de adolescentes e uma mulher de 18 anos suspeitos de envolvimento no caso.
De acordo com policiais, as apreensões ocorreram tanto em Fortaleza quanto em Caucaia. Apesar do trio capturado, a polícia garantiu que a operação segue em busca de outros possíveis envolvidos no caso.

Os três adolescentes que incendiaram o motorista de aplicativo são da mesma família, conforme a polícia. Já a mulher presa, identificada como Maria Valdencleiny Gomes Ferreira, de 18 anos, foi usada para atrair a vítima ao local. As informações foram confirmadas pelo secretário de segurança do Ceará, Sandro Carón, durante uma coletiva.

De acordo com a polícia, dois adolescentes, com idades de 16 anos e 13 anos são irmãos e o outro, de 16 anos, é primo deles. Um simulacro de fuzil foi apreendido com os suspeitos.

Durante o trajeto, os três jovens anunciaram o assalto e revistaram os objetos do motorista, segundo a polícia, e suspeitaram que ele seria policial. José Hilker chegou a ser cabo da aeronáutica.

Vítima foi confundida com policial

Nesse momento, os adolescentes retiraram Hilker de dentro do veículo e utilizaram uma gasolina que um dos suspeitos estava transportando para abastecer uma motocicleta e atearam fogo na vítima.
Em seguida, um dos adolescentes de 16 anos guiou o veículo até Fortaleza. Após investigações, o veículo foi localizado no Bairro Parque Santa Rosa, em Fortaleza, na madrugada de domingo (22).

“Foram as pessoas que entraram no aplicativo e num dado momento anunciaram o assalto e como disse aqui após recolherem os pertences do motorista viram fotos dele fardado e imaginaram que tratava-se de um policial e por isso decidiram atear fogo no corpo da vítima”, relata Sandro Carón.

Violência contra motoristas de aplicativo

No mês de outubro, o motorista Jares Rodrigues, 54 anos, foi morto por criminosos, nas imediações da rodovia federal BR-116, no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza. O motorista ficou caído no meio-fio a alguns metros do veículo que dirigia, que estava com o porta-malas aberto.

Caso Alexandre Fernandes

Outro caso recente de assassinato de motorista de aplicativo causou comoção em Fortaleza e protesto da categoria em agosto último. 

Alexandre Fernandes, 32, foi morto logo após o embarque de criminosos, que solicitaram uma corrida. Ao se recusar a passar para o banco traseiro do veículo que conduzia, no Bairro Maraponga, em Fortaleza, ele foi morto.

O corpo de Alexandre foi encontrado dois dias depois do desaparecimento, com machucados pelo corpo, no Km 30 da BR-116, em Aquiraz, município da Grande Fortaleza.

Foto: Arquivo Pessoal

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Fonte: Portal G1 CE

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