Capacete para minimizar problemas respiratórios de pacientes com Covid-19 tem eficácia comprovada

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Testes mostraram que Elmo funciona bem ao oferecer oxigênio, além de pressão ao redor da face do paciente, auxiliando na respiração.

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Resultados foram divulgados em webnar com participação de um dos idealizadores, Marcelo Alcântara, superintendente da Escola de Saúde Pública.

Os resultados dos testes clínicos realizados com o Elmo, capacete de respiração assistida para tratar pacientes com quadro leve ou moderado de Covid-19, mostraram que o aparelho é útil no auxílio ao tratamento de Covid-19 em pacientes internados.

Um dos objetivos do dispositivo é prevenir intervenções mais drásticas, como intubação, e evitar que o paciente seja encaminhado para um leito de UTI, o que foi bem observado no quadro de seis de 10 voluntários.

Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (4), no canal oficial da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), no YouTube, em transmissão com a participação do superintendente da Escola de Saúde Pública e idealizador do dispositivo, Marcelo Alcântara.

“Os testes com o Elmo mostraram que ele funciona para o que ele se propõe que é oferecer oxigênio, oferecer uma pressão ao redor da face do paciente, que auxilia a respiração, com isso melhora a capacidade respiratória e a ajuda a prevenir que o paciente precise de uma intubação e de um leito de UTI, por exemplo, com respirador”, informa Marcelo.

A ideia de criar o aparelho surgiu há cerca de oito meses, quando a pandemia estava em seu auge no Ceará.

A iniciativa uniu cinco entidades para seu desenvolvimento: ESP/CE e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/Ceará), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (Unifor).

Os testes contemplaram 10 pacientes internados no Hospital Leonardo da Vinci, que foi completamente designado ao tratamento de Covid-19. “Não eram pacientes com quadro leve, eram pacientes com quadro moderado a grave, mas que tinham condições de usar o Elmo.

O resultado foi excelente porque todos melhoram em algum grau a oxigenação e seis desses pacientes não precisaram ser entubados, o que é bastante significativo”, afirma o idealizador.

‘Achei que seria a salvação’

Maria Irismar, de 70 anos, foi uma das voluntárias ao teste. Ela conta que, por causa da contaminação pelo novo coronavírus, precisou ser internada no HLV.

“Tive Covid-19, que comprometeu 70% do meu pulmão, tive pneumonia, mexeu com todo o meu organismo. Me perguntaram se eu queria porque ainda estava na fase de testes e eu achei que seria a salvação”, relata.
A paciente detalha que a adaptação com o Elmo foi rápida e sem maiores consequências.

“Foi muito bom. Usei dois dias, o primeiro dia usei 4 vezes, e no segundo 2. Melhorava muito a minha respiração. Depois, não precisou mais”. Sobre a evolução de seu quadro clínico, ela afirma que perguntou a Marcelo Alcântara como seria sua recuperação sem o capacete.

“Ele disse que se não fosse o capacete eu teria ido para a UTI e teria sido entubada”, explica.
O médico informa que o tratamento com o dispositivo é feito exatamente dessa forma, com uso intermitente.

“Você usa durante uma, duas horas, para um pouco e coloca outro dispositivo para descansar do uso do aparelho. Depois reinstala o Elmo, conforme a evolução do paciente”.

Autorizado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), o teste em pacientes é um dos requisitos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o capacete possa ser produzido em escala industrial. A patente do dispositivo foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em julho.

Foto: Kid Júnior/SVM

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Fonte: Portal G1 CE

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