Primeira cirurgia de “arritmia cardíaca” é realizada no Hospital do Coração, em Barbalha

O procedimento só havia sido realizado em Sobral e Fortaleza; médicos explicam que o procedimento é um tipo minimamente invasivo para o tratamento das arritmias cardíacas com até 99% de chances de cura

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É importante se atentar para os problemas ligados ao coração, pois eles são uma das principais causas de morte no mundo e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mais de 289 mil pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares só ano passando, no Brasil.

O Hospital do Coração do Cariri, mantido pela Fundação Otília Correia Saraiva – Focs, realizou na tarde desta quarta-feira, 09, a cirurgia conhecida como Ablação Cardíaca, procedimento minimamente invasivo pioneiro na região do Cariri e que oferece excelentes resultados para os portadores das arritmias cardíacas.

O procedimento não possui cortes, apenas uma pequena incisão na região da virilha onde são inseridos três cateteres, com o objetivo de intervir de forma definitiva e curativa na maior parte dos casos das arritmias cardíacas.
Em alguns casos, a cirurgia dura aproximadamente 1 hora e oferece uma alta taxa de sucesso, entre 95% e 99%, e risco baixo de complicações, em torno de 1%. A Alta hospitalar costuma ser dada antes de 24h.

As arritmias cardíacas são alterações no ritmo dos batimentos do coração. Podem ser causadas por uma desordem do próprio coração ou ser resultado de outras doenças e hábitos de vida não saudáveis.

O paciente tratado tem 39 anos e desde 2018 sofria com o problema, onde já havia procurado vários médicos, ido a serviços de emergência por várias vezes, e feito uso de remédios sem sucesso.

A ablação cardíaca foi indicada e executada pelo médico cardiologista e eletrofisiologista, Dr. Helbert P. Tomé. Segundo o especialista, a ablação cardíaca por cateter de radiofrequência foi o método indicado para o caso.

O profissional desta área é comumente conhecido como arritmologista e, no Brasil, há poucos médicos especialistas na área específica, menos de 2 para cada 1 milhão de habitantes. A grande maioria com atuação nas capitais do país. No Ceará, são 12 eletrofisiologistas, onde 10 deles estão atuando em Fortaleza. “A eletrofisiologia propicia a melhora de qualidade de vida do paciente, além de ser o que tem de mais moderno e complexo na área da cardiologia”, disse Dr. Helbert Tomé, que é responsável pelo serviço de Eletrofisiologia do HCC.

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Via: Commonike

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