Empresários defendem reabertura de estabelecimentos

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Cerca de 61,8% dos empresários cearenses defendem a abertura dos estabelecimentos, de acordo com a pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC). Foram considerados no estudo os setores de agropecuária, indústria, comércio, serviços e turismo. A pesquisa revela que para os empresários, o fechamento dos estabelecimentos impõe fortes impactos financeiros para as empresas e para a economia. Entre os maiores impactos negativos vistos pelos empresários estão: capacidade de pagar a folha de salário (89%), dificuldades no pagamento de fornecedores (46,8%), restrições para pagar impostos (46,8%) e dificuldades no pagamento de empréstimos e financiamentos (31,1%).

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Mesmo que a maioria dos empresários opte pela abertura dos estabelecimentos, grande parte deles (36,8%), opta pelo horário de funcionamento reduzido. Já os empresários dos setores da indústria (39,2%) e da agropecuária (36,4%), preferem o funcionamento dos estabelecimentos sem restrição. Além disso, 41,5% dos empresários acreditam que o fluxo da demanda de clientes só voltará à normalidade no longo prazo, já 37% acreditam que a procura será parcialmente estabelecida, de forma que auxilie as empresas a suprir o caixa.

Com a interrupção dos serviços, os empresários encontram desafios para administrar as empresas, manter o quadro de colaboradores e honrar seus compromissos com fornecedores. Entre as soluções vistas pelos empresários, cerca de 61% afirmaram que os impostos deveriam ser renegociados, já 57,7% sugeriram que o estado auxiliasse profissionais autônomos com assistência financeira.

Entre outras soluções estão: flexibilização de garantias para tomada de empréstimos junto aos bancos (49%) e suspensão temporária do contrato de trabalho, cabendo ao Estado a responsabilidade de um seguro desemprego por tempo determinado.

Entre as expectativas dos empresários diante do atual cenário, o setor de serviços é o mais pessimista, já que os lideres do segmento avaliam as expectativas como ruim (46,2%). Atrás do setor de serviços, estão indústria (43,5%), turismo (41,5%), comércio (41,4%) e agropecuária (27,3%).

Foto: AFP

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Fonte: Diário do Nordeste

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