Estudantes de medicina realizam encontros virtuais para escutar jovens durante isolamento

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Com o objetivo de ajudar outros jovens a enfrentarem o período de isolamento social, durante a pandemia do novo coronavírus, estudantes de medicina da Universidade de Fortaleza se uniram para desenvolver o projeto “Jovens na Escuta”. A ação virtual promove diálogos por videochamada entre jovens que buscam falar sobre experiências, angústias ou expectativas no contexto da pandemia.

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O projeto começou os agendamentos no último dia 20, e as escutas têm início agora em maio.

Os cearenses estão entre os mais afetados nacionalmente pelo avanço da Covid-19. Até essa quinta-feira (30), foram contabilizados 7.861 casos confirmados e 492 óbitos pela doença no estado, conforme dados da Secretaria da Saúde (Sesa), divulgados às 17h04.

Para amenizar os efeitos do cenário na saúde mental dos jovens, o projeto realizado em uma parceria entre a Federação Internacional da Associação de Estudantes de Medicina (IFMSA) Brasil, Universidade de Fortaleza e a Comunidade Carmens – aposta na “escuta empática”. As sessões não funcionam como intervenções ou orientações clínicas, como ressalta a professora de medicina e co-coordenadora do projeto, Renata Giaxa. “A escuta empática praticada no Jovens na Escuta promove oportunidade de acolhimento de outros jovens que buscam um espaço para falar livremente, sem julgamentos, em ambiente de colaboração, respeito e fraternidade”.

“Acredito que, se todos nós dedicarmos um pouco do nosso tempo para atividades benéficas à sociedade, podemos mitigar muitos dos impactos negativos que o mundo está passando”, comenta o estudante de medicina Caio Coutinho, 24.

Caio teve interesse imediato pelo projeto quando viu a oportunidade de contribuir e impactar positivamente na vida dos participantes. “Sabemos que, principalmente durante este período de pandemia em que vivemos, em que grande parte do contato com pessoas importantes em nossa vida está limitado, muitas pessoas precisam externalizar pensamentos e sentimentos e, acima de tudo, precisam ser ouvidas”, pontua.

Para Luiza Marques, 22, ações desse tipo são muito importantes para o enfrentamento não só da pandemia, mas de todas as consequências que ela pode deixar às pessoas e aos relacionamentos interpessoais. “Acredito que o projeto traz consigo o diferencial de jovens escutarem jovens, tentando, juntos construir um ambiente de mais amor e acolhimento”, afirma.

“Estamos todos cheios de incertezas em relação ao cenário atual, mas, quando escutamos o outro, estamos também doando algo precioso, que é o tempo, dando o espaço e a importância para a história daquela pessoa que está sendo ouvida. E construímos a partir disso formas de entender melhor nosso papel individual dentro do coletivo”, finaliza.

Serviço

Para agendar uma escuta é necessário enviar uma mensagem privada no Instagram do projeto @jovensnaescuta. Elas serão organizadas por ordem de procura e disponibilidade de horários. No projeto, são 10 jovens em atuação na escuta e 3 jovens no campo operacional. Para atuar como voluntário, os interessados devem ficar atentos às chamadas para treinamento na página do projeto.

A ação promove diálogos por videochamada entre jovens durante a pandemia. — Foto: Divulgação

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Fonte: G1

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