4 cidades do Cariri têm juntas mais de 900 casos de dengue e uma morte este ano; Crato é a campeã

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Até abril deste ano, as quatro maiores cidades do Cariri já reúnem juntas 923 casos de dengue. A campeã é o Crato, com 638, seguida de Brejo Santo, com 113, Barbalha com 110, entre eles um óbito, e Juazeiro do Norte, com 62 casos.

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Em Crato, até o dia 27 de abril foram 279 confirmações por laboratório da rede pública e 359 por laboratório da rede privada, como explica a coordenadora de vigilância em saúde, Arlene Sampaio. Segundo ela, a aproximação com a rede privada foi uma estratégia de ampliação da vigilância da dengue no município, “pois sem aproximação da rede privada esses casos se perderiam epidemiologicamente”.

Dos 113 casos registrados em Brejo Santo, três foram com sinais de alarme, ou seja, que podem indicar dengue hemorrágica. Além desses, 80 seguem em investigação. Também foram confirmados três casos de chikungunya na cidade.

No Hospital Padre Cícero, do Sistema Hapvida em Juazeiro do Norte, os atendimentos por casos de dengue aumentaram entre os meses de fevereiro e abril. Em fevereiro, foram 4 pacientes e em março 7, enquanto que em abril foram 74 pacientes, sendo um internado.

Ações de combate
Em Crato, local de maior incidência da doença no Cariri, a Secretaria da Saúde do município vem realizando visitas em terrenos baldios, tratamento de focos do mosquito e atividades educativa, além de três ciclos de fumacê para quebra de transmissão.

Contudo, Arlene Sampaio enfatiza a necessidade de colaboração da população. “Cada morador deve fazer sua parte” afirma. “É necessário que a população não jogue lixo em terrenos e vias públicas, que respeite o horário de coleta do lixo para que evite a formação de criadouros do mosquito. Sobretudo nesse momento delicado de pandemia onde o Ministério da Saúde proíbe a visita dos agentes de endemias na parte de dentro dos imóveis”.

Em Brejo Santo, Barbalha e Juazeiro do Norte houve também a circulação de carros fumacê pela cidade para eliminação de mosquitos da dengue, assim como outras ações. No entanto, a medida não mata larvas e ovos, atingindo apenas mosquitos na fase adulta, sendo necessária a colaboração dos moradores para que a eliminação da doença seja efetivada.

Prevenção
O Ministério da Saúde alerta que a melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas. Também é recomendada a manutenção de calhas, instalação de telas em ralos e que mantenham caixas d’água e outros depósitos bem vedados.

Sintomas
Independentemente da infecção entre os quatro sorotipos da dengue, é comum o aparecimento de sintomas da doença. Os principais, segundo a Sesa, são:

Febre alta (maior que 38.5ºC)
Dores musculares intensas e ao movimentar os olhos
Mal-estar
Falta de apetite
Dor de cabeça
Manchas vermelhas no corpo
A Secretaria de Saúde do Estado orienta que quem apresentar algum desses sinais, deve procurar o posto de saúde ou a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) mais próxima de casa.

*Os dados são das prefeituras municipais. Já os dados de notificação compulsória de dengue da Sesa até março são bem menores do que os divulgados para o ano pelas prefeituras. Com a diferença nos dados, onde algumas gestões municipais afirmam passar os números ao Estado, o Portal Badalo questionou a Sesa, que afirmou que sairá em breve um novo boletim com os dados de abril para a dengue no Ceará.*

Por Lícia Maia

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Fonte: Site Badalo

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