Testagem de funcionários deve ser requisito para volta ao trabalho

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A conclusão da primeira versão do plano de retomada das atividades – prevista inicialmente para hoje (28) – não possui nova data para ser entregue. Apesar de as discussões ainda estarem acontecendo, o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado, Maia Júnior, aponta que a testagem dos funcionários possivelmente será um dos critérios para reabertura quando a flexibilização for aprovada.

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Segundo ele, a Secretaria de Saúde (Sesa) é que vai decidir quando a retomada irá acontecer, quem poderá voltar ao trabalho e os requisitos a serem cumpridos pelas empresas. O titular da Sedet ainda ressalta que a liberação ou não dependerá da disponibilidade de leitos e do controle da doença.

“Estamos aguardando a conclusão do trabalho da Saúde. Ontem (segunda) e hoje (terça) tivemos reuniões adiadas, então amanhã (hoje) vamos discutir a pauta de segunda ainda. Ninguém sabe da data de retorno”, afirmou o secretário Maia Júnior.

Sobre a testagem de funcionários, ele afirma que algumas empresas estão se adiantando e comprando testes “para testar seus colaboradores e impedir que os contaminados frequentem ou passem a frequentar o local de trabalho em uma possível flexibilização”. Ele revela que a calçadista Vulcabrás é uma das que tomaram a precaução. “O dono me falou pessoalmente. Compraram da China, por fornecedores com os quais já trabalham”.

Com a liberação parcial, segundo Maia Júnior, as entidades que já possuem estruturas fiscalizatórias ficarão encarregadas de acompanhar a obediência das empresas às regras estabelecidas, entre as quais o Ministério Público Federal (MPF), a Superintendência Regional do Trabalho (SRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Abertura gradual

Os segmentos que não geram aglomeração de pessoas deverão ser os primeiros a voltar com a primeira fase de abertura da atividade econômica, segundo estima o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola. Ele aponta que a proposta de todo o setor produtivo cearense está sendo concluída.

Para Filizola, alguns dos protocolos a serem seguidos são a restrição do número de colaboradores, o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para funcionários e clientes, distanciamento com marcação no chão ou com uso de móveis e prateleiras e exigência do uso de máscara. “Ainda temos de ter cuidado com o transporte. As empresas de segmentos diferentes possivelmente funcionarão em horários diferentes, para evitar que todos saiam e voltem ao mesmo tempo”.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Ceará (FCDL), Freitas Cordeiro, aponta que entre os argumentos presentes na defesa do plano de reabertura em elaboração está o nível de contágio entre trabalhadores de setores essenciais.

“Recebemos um estudo da Acesu (Associação Cearense de Supermercados) que mostra apenas 25 casos confirmados de Covid-19 entre 16 mil funcionários do setor. Se com um fluxo muito grande de pessoas tivemos um índice de infecção tão baixo, então teremos muito menos contaminação nos segmentos do comércio que tem menos fluxo”, justifica Cordeiro.

Ele defende uma reabertura gradual, de 50% da capacidade na primeira semana de retorno. Caso a espiral de infecção não aumente, as lojas passariam a 70% da capacidade na segunda semana e a 100% na terceira. “Após isso, ainda teremos que conviver com o coronavírus por muito tempo, o que vai exigir cautela”.

O presidente da FCDL ainda defende que a retomada seja analisada município a município, diante das diferentes realidades apresentadas. Segundo ele, há cidades sem nenhum caso confirmado da doença. “Seria mais adequado os próprios municípios definirem os níveis de reabertura da economia, com apoio do Governo do Estado, para que se possa minimizar os efeitos da paralisação, e não uma regulação para todo o Estado”.

Integrante do grupo de trabalho criado para planejar a volta das atividades e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Ceará, Erinaldo Dantas reforça a necessidade de critérios técnicos de especialistas em saúde pública para decidir a retomada. “Podemos até voltar com critérios de segurança, mas ainda vai ter margem de erro. A pergunta é se temos gordura no sistema de saúde para absorver as contaminações que venham a acontecer por essa margem de errado”, ressalta.

Retorno

Flávio Saboya, presidente da Federação da Agricultura Pecuária do Estado do Ceará (Faec), revela que na próxima segunda-feira (4) já deve ser retomado o Programa de Assistência Técnica Gerencial – que auxilia grupos de produtores a administrarem melhor seus negócios. Segundo ele, atualmente existem 40 turmas de 30 integrantes cada.

“Cada grupo tem um técnico que faz visitas individuais a cada produtor. Por isso, essas visitas devem retornar, mas ainda estarão suspensas as capacitações em grupo”.

A seis dias do encerramento da vigência do decreto que instituiu o isolamento social, grupo de trabalho que planeja retorno das atividades está com proposta atrasada e sem previsão para conclusão

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Foto: Divulgação
Fonte: Diário do Nordeste

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