Morre José Ilclemar Nunes Ferreira, ícone do teatro cearense

Com mais de 50 anos de carreira, o teatrólogo e artista plástico José Ilclemar Nunes Ferreira morreu neste sábado, 29 de junho. Ele é um dos mais importantes estudiosos da dramaturgia cearense e se tornou uma referência quando se fala de teatro no Brasil.

Natural de São Luís do Curu, interior do Ceará, ele partiu cedo para o Rio de Janeiro – onde foi professor e realizou refinadas investigações dramatúrgicas. Desde 1990, entretanto, vinha se dedicando ao estudo de uma das personagens ícones do Ceará: a índia Iracema.

Nas redes sociais foram muitos os depoimentos de artistas, amigos e admiradores – todos falando sobre a importância de José Ilclemar Nunes Ferreira para a história do teatro cearense.

“Partiu um dos melhores amigos da família Serra! Foi encontrar Mestre Haroldo nos palcos celestiais! Ilclemar Nunes nunca perdia uma peça da Comédia Cearense! Levou todo seu carinho na homenagem à Mamãe na quinta-feira! Inacreditável! Tomara que esse mês de junho finalmente acabe!”, comentou em publicação no Facebook o artista Hiroldo Serra, filho de Haroldo Serra – que morreu no último dia 16.

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“Ele já foi muitos vivendo sua jornada nas artes cênicas, atuou, dirigiu, promoveu, escreveu, viveu plenamente sua paixão de contar histórias, agora adentra o plano etéreo onde a vida recomeça. Valeu demais ter-te conhecido Ilclemar Nunes, desejo que nesta noite dedicada a São Pedro, tu sejas recebido com festa pelo porteiro do céu. Segue em paz”, escreveu o produtor cultural Kennedy Saldanha.

O corpo de José Ilclemar Nunes Ferreira foi velado em sua cidade natal, São Luís do Curu. O sepultamento ocorre na tarde deste domingo, 30, no Cemitério São Miguel. Ele também exerceu as funções de autor, ator e diretor teatral. A pesquisa sobre a índia Iracema – personagem do clássico romance do escritor José de Alencar – começou através de provocação da Secretaria da Cultura do Estado (Secult).

Em 1990, ele escreveu a primeira versão do musical e, desde então, Ilclemar nunca parou de estudar a figura indígena. Uma versão do espetáculo, inclusive, inspirou o roteiro do desfile da escola de samba carioca Beija-flor de Nilópolis, que levou para a Sapucaí a história de Iracema, em 2017.

ISABEL COSTA

Fonte O Povo

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