Quase mil moradores se recusam a deixar área de evacuação em Ubajara

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A evacuação das famílias residentes nas proximidades da barragem do açude Granjeiro, em Ubajara, ainda encontrou resistência na noite de sábado (16). De acordo com o secretário de ação social do município, Jairo Araújo, as 513 famílias que deveriam ser retiradas de suas casas correspondem a cerca de 3.200 pessoas. Desdas, 30% estão se recusando a deixar suas moradias, número que corresponde a aproximadamente 960 moradores. A medida preventiva foi tomada na tentativa de evitar danos maiores caso ocorra algum tipo de rompimento, mesmo que o risco ainda seja mínimo.

“Houve uma resistência e estamos saindo com assistentes sociais, psicólogos e líderes comunitários para tentar convencer essas pessoas do risco real que se corre caso essa barragem venha a romper”, explicou ele em entrevista ao Sistema Verdes Mares. Sobre as ações, Araújo ressaltou que 42 pessoas estão abrigadas neste momento no Santuário da Mãe Rainha, situado no bairro São Sebastião, em uma área afastada da barragem.

O secretário afirma que as obras no açude continuam sendo realizada, no entanto, devido à falta de manutenção anterior, o trabalho é delicado. “Esse primeiro trabalho foi feito de forma paliativa no início porque as fissuras presentes na barragem são muito grandes”, contou. Agora, um novo sangradouro para o açude Granjeiro, localizado entre Ubajara e Ibiapina, está sendo aberto.
Equipes da Secretaria de Recursos Hídricos do Governo do Ceará (SRH) e da Agência Nacional de Águas (ANA)  estão no local realizando trabalhos de reforço da barragem.

Precariedade dos reservatórios particulares desperta preocupação

O Sistema Verdes Mares mostrou nesta semana os riscos que barragens particulares construídas de forma precária causam e a dificuldade de fiscalização dos órgãos competentes.

Chegam a milhares os barreiros e açudes construídos de forma aleatória em propriedades particulares do sertão cearense, represando riachos e córregos em benefício de um limitado número de pessoas.
A maioria delas é feita sem acompanhamento técnico ou por engenheiro e empresa especializada em obra hidráulica e geologia. Além do risco de rompimento da estrutura, represar afluentes sem estudo prévio pode gerar impactos negativos em açudes de grande importância para o Estado.

De acordo com a SRH, “todas as barragens, independentemente das especificações técnicas, devem ser obrigatoriamente outorgadas e incorporadas ao Cadastro Estadual de Barragens.

(Diário do Nordeste)

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