Futuro ministro da Economia propõe imposto único

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Em uma reunião na sexta-feira passada, 23, em Brasília, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, falou para um grupo de empresários que todo o esforço do futuro Governo Bolsonaro, na área da economia, será no sentido de reduzir, eliminar e simplificar os impostos. “Nós somos liberais. Em vez de 40 impostos, a gente quer ter um imposto único federal”.
Ele afirmou que a a ideia envolve também o fim das contribuições sociais – como PIS, Cofins e CSLL, trocando-os por um imposto único federal. Guedes afirmou que o imposto único incindiria sobre o consumo e não será declaratório. Mas o governo deverá manter o Imposto de Renda. A simplificação objetiva criar emprego, estimular o crescimento”.

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Guedes pontuou que nos últimos 30 anos, prevaleceu no Brasil “a pauta social-democrata: quando os gastos saíram de 20% do PIB e foram para 45% do PIB e os impostos saíram de 25% do PIB e foram para 36%. Os juros ficaram altos todo esse tempo, houve instabilidade porque os gastos nunca pararam de crescer, e a nossa pauta é exatamente o reverso disso”.
Ressalta que os impostos, que hoje estão em 36% do PIB, em 10 anos devem baixar para 25% do PIB. Para fazer isso, o governo quer controlar o gasto. Defende que o Governo seja enxuto, eficiente, de custo baixo.
Na sua visão, as principais despesas são todas ligadas ao excesso de Governo. A primeira é a Previdência. Enfatiza que o grande desequilíbrio está no funcionalismo público. “Atualmente, por exemplo, um milhão e meio de funcionários públicos causam um déficit que é a metade dos 30 milhões de aposentados (do INSS)”. O segundo grande gasto são os juros da dívida. O Governo combateu a inflação sem cortar gastos, com isso os juros se mantiveram altos sempre.

Na Previdência, quem está errado é o setor público, não os empresários”. Segundo Paulo Guedes, o setor produtivo e o Governo têm de reunir-se “a cada dois meses”. Ele também citou a cartelização do Brasil, citando o setor bancário como exemplo. “É preciso combater a falta de verticalização do sistema financeiro. É preciso haver competição entre os bancos”, frisou.
COM AGÊNCIAS

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