Morre João Sattamini, um dos mais importantes colecionadores do país

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Morreu nesta terça-feira (20) de manhã o colecionador de arte João Sattamini, aos 83 anos. Ele estava internado há dois meses no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, no Rio de Janeiro, e teve um infarto. Sattamini estava no quarto casamento e deixa a esposa, Elisângela, e quatro filhas de outros casamentos: Paula, Julia, Valéria, e Vanessa.O velório é nesta quarta-feira (21), às 12h, na capela 1 do Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, no Rio de Janeiro.

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O enterro será às 14h, no mesmo cemitério. O economista era dono de uma das maiores coleções de arte do país, com cerca de 1.200 obras, cedidas em comodato para o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, construído em 1996 por Oscar Niemeyer para recebê-la.A coleção tem ênfase em artistas contemporâneos brasileiros, com especial destaque para a pintura.

Estão representados tanto clássicos como Helio Oiticica, Lígia Clark, Milton Dacosta e Alfredo Volpi, como nomes da Geração 80 (Daniel Senise) e da Casa 7 (Rodrigo Andrade, Nuno Ramos, Carlito Carvalhosa).“O João sempre dizia que uma coleção era para ser vista, comparada e entendida. Ele sempre foi muito presente, se preocupava com o acervo”, afirma o diretor do MAC, Marcelo Velloso.

Velloso, que assumiu a cargo do museu de Niterói no início de 2017, tinha contato periódico com Sattamini. O diretor confirma que o acervo permanece no museu, já que o contrato do comodato foi renovado há dois meses por um período de quatro anos.Sattamini começou a sua coleção quando morava em Milão, em meados dos anos 1960, época em que era funcionário do Instituto Brasileiro do Café.

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No período, era próximo do artista Antonio Dias, morto em agosto deste ano e representado por 27 obras na coleção.Voltou ao Brasil em 1969 e se concentrou em adquirir artistas locais. Na coleção, há também esculturas de Franz Krajcberg, Ivens Machado e João Goldberg.“A perda dele é uma lástima e seu olhar como colecionador era bem afiado. Cabe ao museu agora resguardar as obras e fazer jus à sua importância”, afirma o curador do MAC, Raphael Fonseca. Com informações da Folhapress.Fonte: notícias ao minuto

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