Trecho da transposição do São Francisco que corta o CE não fica pronto em 2018, afirma deputado

Os cearenses estão na expectativa para a conclusão das obras da transposição do Rio São Francisco no Eixo Norte, de Cabrobó (PE) até Jati (CE). Segundo o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), presidente da Comissão Externa da Câmara Federal que acompanha as obras da Transposição, contudo, as águas do Velho Chico não devem chegar a terras cearenses em 2018.

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O parlamentar, em entrevista ao Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 24 emissoras no Interior), nesta terça-feira, 1º, disse que é muito difícil que os trabalhos estejam concluídos ainda neste ano. De acordo com Raimundo Gomes de Matos, a obra pode estar com algum problema técnico em algum trecho, já que a Emsa-Siton, empresa que era responsável pela obra, pediu um aditivo de um ano no prazo de conclusão inicial do Eixo Norte – que corta o Ceará –, previsto para ser entregue em outubro deste ano.

Motivo dos atrasos

Indagado sobre o motivo dos trabalhos da transposição estarem parados, o deputado federal explicou que a culpa, neste caso, não foi do Governo Federal, mas da Emsa-Siton, empresa responsável pelas obras. Segundo Raimundo Gomes de Matos, quando o presidente Michel Temer (MDB) assumiu, 23% a mais de recursos foram repassados para a transposição do Rio São Francisco. Porém, a Emsa utilizou os recursos da União destinados para a transposição para pagar dívidas próprias.

Além disso, a construtora também deixou de honrar seus compromissos com os trabalhadores. Prova disso, é que a obra, que deveria contar com 1,5 mil funcionários, estava com apenas 200 servidores trabalhando no mês de março.

Diante disso, o presidente da Comissão Externa se movimentou e se reuniu com deputados estaduais cearenses na Assembleia Legislativa do Estado para cobrar uma resposta do Governo Federal sobre o impasse.

Raimundo Gomes de Matos explica que, no dia seguinte ao encontro com os parlamentares cearenses, o ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, chamou o deputado para conversar e afirmou que o contrato com a Emsa-Siton seria rescindido de forma amigável, possibilitando que outra empresa que participou do edital de licitação assumisse.

Assim, a Ferreira Guedes, empresa que ficou na quarta colocação na licitação – uma posição abaixo da Emsa -, assume os trabalhos da transposição já neste mês de maio, de acordo com deputado federal. A empresa, inclusive, já esteve na semana passada verificando trechos das obras.

Apoio do Exército

Raimundo Gomes de Mato disse o Exército Brasileiro se pôs à disposição para ajudar na conclusão da transposição do Rio São Francisco. No entanto, segundo ele, não se pode colocar o Exército nas obras sem que se rompa o contrato com a Ferreira Guedes, a menos que a empresa autorizasse a ajuda do Exército, permitindo o trabalho em conjunto Construtora-Exército em alguns trechos das obras. O deputado propôs também um terceiro turno de trabalho para que as obras fossem concluídas de forma mais rápida.

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